Nunca sei quando devo me despedir de algo.
Não sei se quando não me sinto tão bem constantemente é uma despedida ou é o começo de uma nova forma de convivência.
Algumas vezes sinto vontade de jogar tudo pro alto sem correr atrás de cada caquinho pra juntar novamente.
Outras vezes quero bater na mesma tecla pro resto da minha vida..
Me sinto satisfeira com bem pouco, e sempre foi assim, mas ultimamente nem o muito me basta.
Sempre quero mais, mais até do que posso, e depois já não quero.
Ora me olho no espelho e me reconheço ora não consigo nem encarar aqueles olhos que eu mesma pensei serem negros.
Sou totalmente, completamente extremista!
Quando quero, quero! Quando não, não até que eu mude novamente de idéia.
Mas.. será que quero mudar de idéia?
Não, não agora.. Não me familiarizo com o talvez, com a suposição de um ''quem sabe''.
A dúvida pra mim é como a morte (irrevogável), ou você tem certeza ou não tem!
Pode mudar sim, mais depois.. com algo que não seja assim tão seu.
Hoje alguém dificilmente me entenderá, mas eu entenderei em algum momento eu entenderei.
Nem você na sala me é alcançável, nem você do meu lado me é conforto.
Já foi, mais em algum momento se perdeu talvez de mim ou de você.
Talvez eu seja realmente um esforço pra você, sou até pra mim.
Posso ser oque for pra quem quer que seja, mas nunca vou deixar de ser eu mesma pra mim, por que de alguma forma eu me concerto sem você mas sem mim eu inexisto.
Por muitas vezes fui mais você do que eu mesma, por outras fui tão eu que te feri.
Isso tudo soa tão estranho quando leio, mas tão confortante quando escrevo.
Sei que de alguma forma grande parte de mim não quer nem pensar em conseguir se manter sem você, outra já diz que não aguenta e que não aguentará mais.
Sei que grande parte de ti também é assim.. e enquanto isso não se encaixar não mudará.
Eu queria poder ser como qualquer pessoa e conversar isso tudo, falando francamente tudo oque me convém.. e oque não me convém, mas sempre quando tento quase nunca obtenho êxito.
Eu queria poder responder quando você me pergunta por que eu não consigo falar de minhas mágoas tão fácilmente quanto escrevo, mas nem eu mesma tenho essa resposta.
Por fim eu queria que tudo isso não passasse de um grande erro, um grande erro que se tornará um acerto assim como no começo.

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